jun, 2026 Investimentos

IMA: o que é e como funciona o Índice de Mercado ANBIMA

Thiago Koguchi

O IMA (Índice de Mercado ANBIMA) é um dos principais indicadores da renda fixa brasileira. Ele funciona como uma referência para acompanhar o desempenho dos títulos públicos e ajuda investidores a entenderem como esse mercado está se comportando. Por isso, o índice é amplamente utilizado como benchmark por fundos de investimento e profissionais do mercado financeiro.

O IMA reúne diferentes carteiras de títulos públicos federais e mostra a evolução desses ativos ao longo do tempo. Isso permite comparar investimentos, analisar resultados e entender se um fundo de renda fixa está entregando um desempenho compatível com o mercado.

Mas ele vai muito além de um simples índice de renda fixa. Ele possui vários subíndices que acompanham tipos específicos de títulos, como os atrelados à inflação, à taxa Selic ou prefixados. Essa divisão ajuda você a enxergar com mais clareza os movimentos do mercado e os riscos de cada estratégia.

Entender como o Índice de Mercado ANBIMA funciona pode fazer diferença na hora de escolher um fundo, avaliar rentabilidades e até montar uma carteira mais alinhada aos seus objetivos. Neste artigo, você verá como esse indicador é calculado, quais títulos fazem parte dele e por que ele se tornou uma das principais referências da renda fixa no Brasil.

O que é IMA (Índice de Mercado ANBIMA)?

O IMA, sigla para Índice de Mercado ANBIMA, é um conjunto de índices criado pela ANBIMA para acompanhar o desempenho dos títulos públicos federais negociados no mercado brasileiro. Ele surgiu com o objetivo de servir como referência para investidores, gestores e instituições financeiras que atuam na renda fixa.

O IMA funciona como um indicador que mostra como está o comportamento de diferentes grupos de títulos públicos ao longo do tempo. Em vez de analisar cada título separadamente, você pode observar o índice para entender a tendência geral do mercado.

Esse índice é amplamente utilizado como benchmark, ou seja, uma referência de comparação. Muitos fundos de renda fixa usam o IMA para avaliar se sua rentabilidade está acima, abaixo ou próxima do desempenho médio dos títulos públicos que fazem parte da carteira de referência.

Outro ponto importante é que o IMA não acompanha apenas um tipo de investimento. Ele é dividido em vários subíndices, cada um focado em uma categoria específica de títulos. Isso permite acompanhar separadamente papéis atrelados à inflação, à taxa Selic ou com juros prefixados.

Por ser baseado em títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, o índice também ajuda investidores a entenderem melhor os movimentos da renda fixa brasileira. Quando as taxas de juros mudam ou as expectativas de inflação se alteram, o comportamento dos índices costuma refletir essas mudanças.

O que significa IMA-B e por que ele é tão conhecido?

O IMA-B é um dos subíndices mais populares do Índice de Mercado ANBIMA. Ele acompanha o desempenho dos títulos públicos indexados ao IPCA, que é o índice oficial de inflação do Brasil. Atualmente, esses títulos são conhecidos como Tesouro IPCA+.

A principal característica do IMA-B é sua relação com a proteção do poder de compra. Como os títulos da carteira são corrigidos pela inflação, eles costumam atrair investidores que buscam preservar o valor do dinheiro no longo prazo.

O índice é bastante utilizado por fundos de investimento e por investidores que desejam acompanhar como os títulos atrelados ao IPCA estão se comportando no mercado. Por isso, ele se tornou uma das referências mais observadas dentro da renda fixa.

Além disso, o IMA-B possui divisões que ajudam a separar os títulos conforme o prazo de vencimento. O IMA-B 5 reúne papéis com vencimento de até cinco anos, enquanto o IMA-B 5+ acompanha títulos com prazo superior a cinco anos.

Essa diferença é importante porque os títulos mais longos costumam apresentar oscilações maiores. Em momentos de queda ou alta dos juros, o IMA-B 5+ tende a variar mais, enquanto o IMA-B 5 normalmente apresenta movimentos mais moderados. Por isso, os dois índices acabam sendo utilizados para estratégias diferentes dentro da renda fixa.

Para o que serve o IMA?

O IMA serve como uma referência para acompanhar o desempenho do mercado de títulos públicos no Brasil. Ele ajuda investidores a entenderem como diferentes tipos de ativos de renda fixa estão se comportando ao longo do tempo, funcionando como uma espécie de termômetro do mercado.

O índice é muito utilizado para comparar resultados. Uma pessoa investidora que aplica em um fundo de renda fixa, por exemplo, pode verificar se o rendimento obtido foi melhor ou pior do que o desempenho do IMA no mesmo período.

É justamente por isso que o índice é chamado de benchmark. Esse termo significa uma referência de comparação e funciona de forma parecida com uma corrida: para saber se um resultado foi bom, é preciso ter um parâmetro. No mercado financeiro, o benchmark cumpre esse papel.

Imagine um fundo que investe principalmente em títulos públicos atrelados à inflação. Nesse caso, faz sentido comparar seu desempenho com um índice que acompanha ativos semelhantes, como o IMA-B. Assim, você consegue avaliar se a gestão do fundo está agregando valor ou apenas acompanhando o mercado.

Os gestores de investimentos também utilizam o IMA para montar estratégias e medir resultados. Muitos fundos estabelecem metas como superar determinado subíndice do IMA ao longo dos anos, usando esse indicador como objetivo de desempenho.

Além dos fundos, o índice também é acompanhado por bancos, corretoras, analistas e investidores individuais. Como ele reflete os movimentos dos títulos públicos federais, o IMA ajuda a entender como fatores como juros, inflação e expectativas econômicas estão impactando a renda fixa.

Como funciona o IMA?

O IMA funciona por meio de uma carteira teórica criada pela ANBIMA. Essa carteira reúne diferentes títulos públicos federais negociados no mercado e serve como base para calcular o desempenho dos índices que compõem o IMA.

A ANBIMA seleciona os títulos que farão parte de cada índice seguindo critérios específicos. Entre eles estão o tipo de papel, o prazo de vencimento e a liquidez, que representa a facilidade de negociação desses ativos no mercado.

Os títulos são separados em grupos conforme suas características. Por exemplo, os papéis atrelados à inflação fazem parte do IMA-B, enquanto os títulos prefixados entram no IRF-M. Já os títulos indexados à taxa Selic compõem o IMA-S.

A composição da carteira não é fixa para sempre. A ANBIMA realiza atualizações periódicas para refletir as mudanças do mercado e garantir que os índices continuem representando os títulos públicos mais relevantes em circulação.

O cálculo do IMA considera os preços de mercado desses títulos. Isso significa que o índice não acompanha apenas o rendimento contratado no momento da compra, mas também as oscilações diárias dos ativos.

Esse movimento acontece por causa da chamada marcação a mercado. De forma simples, a marcação a mercado é a atualização diária do preço dos títulos conforme as condições econômicas e as expectativas dos investidores.

Quando os juros futuros caem, por exemplo, muitos títulos públicos tendem a se valorizar, fazendo o índice subir. Já em momentos de alta dos juros, esses mesmos títulos podem perder valor no mercado, pressionando o desempenho do IMA.

Por isso, o Índice de Mercado ANBIMA apresenta oscilações diárias, mesmo sendo formado por ativos de renda fixa. Esse é um ponto que costuma surpreender investidores iniciantes, já que a renda fixa nem sempre significa rentabilidade estável.

Quais títulos públicos fazem parte do IMA?

O Índice de Mercado ANBIMA é formado por diferentes títulos públicos federais emitidos pelo Tesouro Nacional. Esses papéis são agrupados conforme suas características, como forma de remuneração e prazo de vencimento.

Os principais títulos que compõem os subíndices do IMA são:

  • Tesouro IPCA (NTN-B Principal): títulos indexados à inflação medida pelo IPCA. Eles oferecem uma taxa fixa mais a variação da inflação no período. São a base do IMA-B e costumam ser utilizados por investidores que buscam proteção do poder de compra no longo prazo;
  • Tesouro IPCA com Juros Semestrais (NTN-B): funcionam de forma parecida com o Tesouro IPCA+, mas parte da rentabilidade é paga a você a cada seis meses por meio de cupons de juros;
  • Tesouro Prefixado (LTN): títulos que possuem uma taxa de rentabilidade definida no momento da aplicação. Você já sabe qual será o retorno se mantiver o papel até o vencimento;
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): também possuem taxa prefixada, mas realizam pagamentos periódicos de juros ao longo da vida do título;
  • Tesouro Selic (LFT): títulos pós-fixados que acompanham a taxa Selic, considerada a taxa básica de juros da economia brasileira. São os ativos que compõem o IMA-S;
  • NTN-C: títulos públicos corrigidos pelo IGP-M, índice de inflação calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente possuem menor participação no mercado, mas ainda fazem parte de alguns subíndices históricos do IMA, como o IMA-C.

Esses títulos entram na carteira teórica do índice de acordo com critérios definidos pela ANBIMA. Isso garante que o IMA represente de forma mais fiel o comportamento dos principais títulos públicos negociados no país.

Compreender a teoria por trás do funcionamento dos ativos e do mercado é fascinante, mas o conhecimento só gera riqueza real quando é aplicado na prática, de forma estratégica. Para compreender e dominar conceitos complexos de economia em estratégias lucrativas para o seu dia a dia, vale a pena recorrer à maior referência do setor. Assine a Finclass e veja como transformar conceitos em resultados reais para o seu bolso.

Quais são os subíndices do IMA?

O Índice de Mercado ANBIMA é dividido em vários subíndices. Cada um acompanha um grupo específico de títulos públicos e possui características próprias de risco, prazo e sensibilidade às mudanças nos juros e na inflação.

Conhecer essas divisões ajuda você a entender melhor o comportamento dos fundos de renda fixa e escolher referências mais adequadas para comparar seus investimentos.

IMA-B

O IMA-B acompanha os títulos públicos indexados ao IPCA, conhecidos como Tesouro IPCA. Entre as principais características, temos:

  • Reúne títulos de curto, médio e longo prazo;
  • Oferece proteção contra a inflação;
  • Sofre oscilações devido à marcação a mercado;
  • É uma das referências mais utilizadas pelos fundos de inflação.

Perfil mais adequado: investidores com foco no médio e longo prazo que buscam preservar o poder de compra.

IMA-B 5

O IMA-B 5 acompanha os títulos indexados ao IPCA com vencimento de até cinco anos. Eis as principais características do índice:

  • Menor prazo médio da carteira;
  • Menor volatilidade em comparação ao IMA-B 5+;
  • Menor impacto das oscilações dos juros.

Perfil mais adequado: investidores moderados que desejam proteção contra a inflação com menor exposição às oscilações de mercado.

IMA-B 5+

O IMA-B 5+ reúne títulos indexados ao IPCA com vencimento superior a cinco anos. Estas são suas principais características:

  • Carteira composta por títulos de longo prazo;
  • Maior sensibilidade às variações dos juros;
  • Potencial de valorização mais elevado em cenários favoráveis;
  • Também apresenta oscilações mais intensas.

Perfil mais adequado: investidores com horizonte de longo prazo e maior tolerância às oscilações.

IMA-S

O IMA-S acompanha os títulos públicos indexados à taxa Selic, representados pelo Tesouro Selic. Entre suas principais características, destacamos:

  • Menor volatilidade entre os subíndices;
  • Acompanha a evolução da taxa básica de juros;
  • Baixa exposição à marcação a mercado.

Perfil mais adequado: investidores conservadores e pessoas que buscam liquidez e estabilidade.

IRF-M

O IRF-M acompanha os títulos públicos prefixados, como Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais. As principais características desse índice são:

  • Rentabilidade definida no momento da compra;
  • Sensível às expectativas de juros futuros;
  • Pode apresentar ganhos ou perdas relevantes antes do vencimento.

Perfil mais adequado: investidores que acreditam na queda dos juros ou desejam travar uma taxa de rentabilidade.

IMA-C

O IMA-C acompanha títulos públicos corrigidos pelo IGP-M, conhecidos como NTN-C. Conheça suas principais características:

  • Proteção vinculada ao IGP-M;
  • Participação menor dentro do mercado atual;
  • Menor relevância em comparação com o IMA-B.

Perfil mais adequado: investidores que desejam exposição a títulos indexados ao IGP-M, embora esses papéis sejam pouco utilizados atualmente.

IMA Geral

O IMA Geral é o índice mais abrangente da família IMA, e isso se deve às suas características:

  • Combina todos os principais títulos públicos presentes nos demais subíndices;
  • Inclui papéis prefixados, pós-fixados e indexados à inflação;
  • Oferece uma visão ampla do mercado de títulos públicos.

Perfil mais adequado: investidores que desejam acompanhar o comportamento geral da renda fixa brasileira.

IMA Geral ex-C

O IMA Geral ex-C possui uma estrutura semelhante ao IMA Geral, mas sem a participação dos títulos atrelados ao IGP-M. Veja suas principais características:

  • Reúne títulos prefixados, pós-fixados e indexados ao IPCA;
  • Exclui os ativos do IMA-C;
  • É uma das referências mais utilizadas para representar o mercado atual de títulos públicos.

Perfil mais adequado: investidores e gestores que buscam uma visão ampla da renda fixa sem considerar os títulos corrigidos pelo IGP-M.

Qual a relação entre fundos de renda fixa e o IMA?

A relação entre os fundos de renda fixa e o IMA é bastante próxima. Isso acontece porque o índice foi criado justamente para representar o comportamento dos títulos públicos federais, que fazem parte da carteira de muitos fundos disponíveis no mercado.

Diversos gestores utilizam o IMA como benchmark. Como vimos anteriormente, benchmark é uma referência utilizada para medir desempenho. Assim, em vez de analisar apenas a rentabilidade de um fundo de forma isolada, é possível compará-la com um índice que acompanha ativos semelhantes.

Por exemplo, um fundo que investe majoritariamente em títulos indexados à inflação costuma utilizar o IMA-B como referência. Já um fundo focado em títulos prefixados pode adotar o IRF-M como benchmark. Dessa forma, a comparação se torna mais justa e relevante.

Para você, essa análise ajuda a responder uma pergunta importante: o gestor está gerando valor ou apenas acompanhando o mercado? Se um fundo apresenta rentabilidade inferior ao índice de referência durante longos períodos, pode ser um sinal de que a estratégia não está entregando os resultados esperados.

O IMA também é amplamente utilizado na construção de produtos de investimento passivos. Entre eles, estão os ETFs de renda fixa, fundos negociados na Bolsa que buscam replicar o desempenho de determinados índices.

Nesses casos, o objetivo não é superar o benchmark, mas sim acompanhar o índice o mais próximo possível. Existem ETFs que seguem subíndices específicos do IMA, principalmente aqueles ligados aos títulos indexados à inflação e aos títulos prefixados.

Essa estrutura permite que você tenha acesso a uma carteira diversificada de títulos públicos por meio de um único ativo negociado em Bolsa. Além disso, o desempenho do ETF tende a refletir diretamente as oscilações do índice que ele acompanha.

Como calcular o IMA?

O cálculo do IMA é realizado pela ANBIMA com base em uma carteira teórica formada por títulos públicos federais. Essa carteira funciona como uma representação do mercado, reunindo os ativos que atendem aos critérios definidos para cada subíndice.

Em vez de acompanhar apenas um título específico, o índice considera o desempenho conjunto de vários papéis. Dessa forma, o resultado reflete de maneira mais ampla o comportamento de uma determinada categoria da renda fixa.

Um conceito importante para entender o cálculo do IMA é a ponderação. Nem todos os títulos possuem o mesmo peso dentro do índice. Alguns ativos têm participação maior na carteira teórica e, por isso, exercem mais influência sobre o resultado final.

Imagine uma cesta com diferentes frutas. Se a maior parte da cesta for composta por maçãs, qualquer mudança no preço das maçãs terá um impacto maior no valor total da cesta. O cálculo do IMA segue uma lógica semelhante com os títulos públicos.

Todos os dias, a ANBIMA atualiza os preços dos ativos que fazem parte da carteira. Essa atualização considera os valores praticados no mercado e a chamada marcação a mercado, que ajusta os preços dos títulos conforme as condições econômicas e as expectativas dos investidores.

Quando os títulos se valorizam, o índice tende a subir. Quando perdem valor, o índice tende a cair. O desempenho diário do IMA é justamente o resultado dessas oscilações observadas na carteira teórica.

Embora a metodologia completa envolva cálculos mais detalhados, você não precisa dominar fórmulas matemáticas para utilizar o índice. O mais importante é entender que o IMA representa uma carteira de títulos públicos e que seu resultado reflete o comportamento médio dos ativos que compõem essa carteira.

Como investir em fundos atrelados ao IMA?

Quem deseja investir em produtos relacionados ao IMA não precisa comprar diretamente todos os títulos que compõem os índices. Existem fundos e ETFs que utilizam os subíndices do IMA como referência e permitem acessar essas estratégias de forma simples.

O processo segue os seguintes passos:

  • Defina seu objetivo de investimento: antes de escolher um produto, é importante entender o que você busca. Quem procura proteção contra a inflação pode se interessar por estratégias ligadas ao IMA-B. Já investidores mais conservadores podem preferir produtos próximos ao IMA-S;
  • Conheça o benchmark do fundo: ao analisar um fundo de renda fixa, verifique qual índice ele utiliza como referência. Muitos gestores informam se o objetivo é acompanhar ou superar subíndices como IMA-B, IMA-B 5, IRF-M ou IMA Geral;
  • Avalie o histórico de desempenho: compare a rentabilidade do fundo com seu benchmark ao longo dos anos. Essa análise ajuda a entender se a gestão tem conseguido entregar resultados consistentes em relação ao índice de referência;
  • Observe os custos envolvidos: taxa de administração e outras despesas podem impactar a rentabilidade final. Em alguns casos, um fundo que acompanha o mesmo índice pode apresentar resultados diferentes devido aos custos cobrados;
  • Considere investir por meio de ETFs de renda fixa: os ETFs são fundos negociados na Bolsa que buscam replicar o desempenho de determinados índices. Alguns deles acompanham subíndices ligados aos títulos públicos e oferecem uma forma prática de investir em uma carteira diversificada;
  • Verifique o prazo da estratégia: produtos vinculados ao IMA-B 5+ e a outros índices de longo prazo costumam apresentar oscilações maiores. Por isso, tendem a ser mais adequados para investidores que não precisam do dinheiro no curto prazo;
  • Diversifique quando possível: em vez de concentrar todos os recursos em apenas um tipo de índice, muitos investidores optam por combinar diferentes estratégias de renda fixa para equilibrar risco e potencial de retorno.

Como consultar o desempenho do IMA?

A principal forma de acompanhar o desempenho do IMA é por meio do portal oficial da ANBIMA. A entidade disponibiliza dados atualizados dos índices, permitindo consultar rentabilidade, composição das carteiras e informações históricas dos subíndices.

Você pode acessar os dados diretamente na área de índices da ANBIMA, onde estão disponíveis informações sobre o IMA Geral, IMA-B, IMA-S, IRF-M e demais subíndices.

Ao consultar os indicadores, alguns pontos merecem atenção:

  • Rentabilidade acumulada: mostra quanto o índice valorizou em determinado período, como no mês, no ano ou em horizontes mais longos. Essa informação ajuda a comparar o desempenho da renda fixa ao longo do tempo;
  • Oscilações do índice: é importante observar que o IMA pode apresentar períodos de alta e queda devido à marcação a mercado. Isso é especialmente visível nos índices compostos por títulos de longo prazo;
  • Comparação entre subíndices: a análise dos diferentes índices ajuda a entender quais tipos de títulos tiveram melhor desempenho em cada cenário econômico. Em alguns momentos, os títulos atrelados à inflação se destacam; em outros, os prefixados ou pós-fixados podem apresentar resultados superiores;
  • Composição da carteira teórica: a ANBIMA também divulga quais títulos fazem parte de cada índice e o peso de cada ativo dentro da carteira. Isso permite entender exatamente quais papéis influenciam o desempenho do indicador;
  • Prazo médio dos títulos: verificar o prazo médio ajuda a identificar o nível de sensibilidade do índice às mudanças nos juros. Índices com títulos mais longos costumam apresentar oscilações maiores.

Além do portal da ANBIMA, diversas corretoras, plataformas de investimentos e gestoras de fundos também divulgam gráficos e relatórios com a evolução histórica dos índices. Essas ferramentas costumam facilitar a visualização dos resultados e permitem comparar diferentes períodos de mercado.

Vale a pena acompanhar o IMA antes de investir?

Acompanhar o IMA pode ser uma prática útil para quem deseja entender melhor o mercado de renda fixa. Como o índice reflete o comportamento dos principais títulos públicos federais, ele ajuda a identificar tendências e mudanças que podem impactar diferentes tipos de investimentos.

Ao observar a evolução dos subíndices, você consegue perceber como ativos atrelados à inflação, à taxa Selic ou aos juros prefixados estão se comportando em determinado momento da economia. Isso contribui para uma análise mais ampla do mercado, sem a necessidade de acompanhar cada título individualmente.

O IMA é uma ferramenta importante para comparar produtos financeiros. Fundos de renda fixa, ETFs e outras estratégias utilizam os subíndices como benchmark. Dessa forma, o investidor pode avaliar se o desempenho de um produto está alinhado com o mercado que ele pretende representar.

Outro benefício é a possibilidade de entender melhor o nível de risco de determinadas estratégias. Índices compostos por títulos de longo prazo, por exemplo, costumam apresentar oscilações maiores do que aqueles formados por ativos ligados à taxa Selic. Essa informação pode ajudar na interpretação dos resultados dos investimentos.

No entanto, é importante lembrar que o IMA é apenas uma ferramenta de análise. O desempenho passado de um índice não garante resultados futuros, e nenhum indicador deve ser utilizado de forma isolada na tomada de decisões.

Conclusão

O IMA (Índice de Mercado ANBIMA) é uma das principais referências da renda fixa brasileira. Por meio dele, investidores, gestores e instituições financeiras conseguem acompanhar o desempenho dos títulos públicos federais e entender melhor os movimentos do mercado.

Ao longo deste artigo, vimos que o índice é dividido em diversos subíndices, cada um focado em uma categoria específica de títulos, como os papéis atrelados à inflação, à taxa Selic ou aos juros prefixados. Essa estrutura torna o IMA uma ferramenta útil para analisar tendências, comparar investimentos e avaliar resultados de fundos e ETFs.

Também entendemos que o índice não serve apenas para medir desempenho. Ele ajuda a interpretar o impacto das mudanças nos juros, na inflação e nas expectativas econômicas sobre a renda fixa, oferecendo uma visão mais completa do mercado.

Por isso, conhecer o funcionamento do Índice de Mercado ANBIMA pode ser um diferencial para quem deseja tomar decisões mais informadas. Mesmo sem investir diretamente em títulos públicos, acompanhar o IMA permite entender melhor o cenário da renda fixa e utilizar referências mais consistentes na análise de investimentos.

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Bacharel em Jornalismo e pós-graduado em Linguagem, Cultura e Mídia pela Unesp. É colaborador da Upside Newsletter e do Investimentos.com.br