O futuro financeiro dos seus filhos começa muito antes da entrada na faculdade, do primeiro emprego ou da independência. Quanto mais cedo a família começa a se planejar, mais tempo o dinheiro tem para crescer e mais espaço existe para construir uma reserva para objetivos importantes, como estudos, intercâmbio ou outros projetos da vida adulta.
E existe um aliado importante nesse planejamento: o tempo. Ao investir, os rendimentos podem ser incorporados ao valor aplicado e também passar a render. Esse efeito é conhecido como juros compostos, ou, de forma simples, “juros sobre juros”.
Por isso, começar cedo pode fazer diferença mesmo quando os valores investidos são pequenos. Uma aplicação feita durante muitos anos tem mais tempo para aproveitar o efeito dos juros compostos, especialmente quando há novos aportes ao longo do caminho.
Mas investir para uma criança não significa apenas escolher uma aplicação e deixar o dinheiro parado até ela completar 18 anos. Também é uma oportunidade de ensinar, desde cedo, como o dinheiro funciona, ajudando a construir hábitos de planejamento, economia e responsabilidade financeira.
Neste artigo, você vai entender como começar a investir para uma criança, quais investimentos podem ser utilizados por menores de 18 anos e o que considerar antes de escolher uma aplicação para o futuro dos filhos.
Por que começar a investir para os filhos desde cedo?
Quando o assunto é investir para os filhos, o tempo pode ser tão importante quanto o valor aplicado. Começar na infância permite que o dinheiro permaneça investido por muitos anos, aumentando o período em que os rendimentos podem se acumular.
Esse efeito acontece por meio dos juros compostos, quando os rendimentos de um investimento também passam a render. Com isso, quanto maior o período, maior será o efeito desse crescimento sobre o patrimônio.
Imagine, por exemplo, que uma família invista R$ 100 por mês desde os primeiros anos da criança. O valor pode parecer pequeno no início, mas, ao longo de 18 anos, os aportes recorrentes e os rendimentos acumulados podem formar uma quantia relevante.
Por isso, não é necessário começar com grandes quantias. O importante é criar uma rotina de investimentos compatível com a realidade financeira da família. Com o passar dos anos, pequenas contribuições podem ganhar força justamente porque permanecem investidas por mais tempo.
Além de construir patrimônio, começar cedo permite que a criança acompanhe o processo e entenda que dinheiro não precisa ser apenas gasto: ele também pode ser guardado, investido e destinado a objetivos futuros.
Qual é o papel da educação financeira infantil?
Educação financeira infantil é o processo de ensinar, desde cedo, como lidar com dinheiro, fazer escolhas, guardar parte dos recursos e planejar objetivos. O objetivo não é transformar a criança em especialista em investimentos, mas ajudá-la a desenvolver hábitos financeiros saudáveis.
Nesse processo, o investimento pode funcionar como uma ferramenta pedagógica prática. Em vez de apenas explicar que o dinheiro pode render, os pais podem mostrar isso acontecendo. Uma parte do dinheiro recebido pela criança pode ser guardada e investida, permitindo que ela acompanhe a evolução do valor ao longo do tempo.
Assim, conceitos que parecem abstratos, como rendimento, prazo e planejamento, passam a fazer parte da realidade da criança. Ela consegue visualizar que esperar pode fazer o dinheiro crescer e que alcançar determinados objetivos exige organização.
A educação financeira também pode começar antes de a criança ter investimentos próprios. Participar de situações simples do dia a dia, como fazer compras, comparar preços ou decidir quanto guardar para alcançar determinado objetivo, já ajuda a desenvolver essa consciência.
Como explicar finanças e ensinar investimentos para crianças?
O primeiro passo é adaptar a explicação à idade da criança. Não é necessário falar sobre taxa de juros, inflação ou diversificação logo no início. Para os menores, conceitos como “guardar”, “gastar” e “esperar” já são suficientes para criar uma base.
Uma maneira simples é usar situações do cotidiano. Se a criança quer comprar um brinquedo, por exemplo, os pais podem mostrar quanto ela já tem, quanto ainda precisa guardar e quanto tempo pode levar para alcançar a meta. O objetivo é transformar o dinheiro em algo que ela consiga visualizar.
Também é possível usar recursos lúdicos, como cofrinhos, jogos, histórias e brincadeiras de mercado.
Outra estratégia é dividir o dinheiro em pilares simples. Uma parte pode ser destinada aos gastos e desejos da criança, outra para guardar e alcançar objetivos futuros e, dependendo da realidade da família, uma terceira parte pode ser destinada a doações. O importante é mostrar que cada parte do dinheiro tem uma finalidade.
Conforme a criança cresce, os conceitos podem ficar mais completos. Primeiro, ela aprende a guardar. Depois, entende que o dinheiro pode render. Mais adiante, pode começar a conhecer diferentes tipos de investimentos e compreender que cada escolha envolve objetivos, prazo e riscos diferentes.
Quais são os 4 fatores da educação financeira?
A educação financeira na infância vai muito além de ensinar a criança a guardar dinheiro. Ela envolve hábitos, escolhas e comportamentos que podem acompanhar a pessoa durante toda a vida. Por isso, alguns princípios devem ser trabalhados desde cedo, sempre de acordo com a idade e a realidade de cada criança.
Embora existam diferentes formas de organizar esses conceitos, quatro fatores são especialmente importantes para construir uma boa relação com o dinheiro: ganhar, gastar, poupar e investir.
1. Ganhar
O primeiro aprendizado é entender de onde vem o dinheiro e que ele possui valor. Para uma criança, isso pode ser explicado por meio do trabalho dos pais, de uma mesada ou de valores recebidos em determinadas situações.
O objetivo não é fazer com que a criança associe dinheiro apenas ao trabalho, mas mostrar que os recursos financeiros são limitados e precisam ser administrados. Essa percepção ajuda a desenvolver responsabilidade e autonomia para a vida adulta.
2. Gastar
Aprender a gastar também faz parte da educação financeira. A criança precisa entender que ter dinheiro não significa poder comprar tudo o que deseja.
Uma forma simples de ensinar isso é diferenciar necessidade de desejo. Um lanche, um brinquedo ou um jogo podem ser desejos, enquanto alimentação, moradia e outros itens essenciais fazem parte das necessidades. Essa distinção ajuda a desenvolver consumo consciente e controle dos impulsos.
3. Poupar
Poupar significa abrir mão de gastar todo o dinheiro agora para alcançar algo no futuro. Esse é um dos conceitos mais importantes para ensinar desde cedo, pois ajuda a criança a desenvolver paciência e disciplina.
Os pais podem, por exemplo, estabelecer uma meta para comprar um brinquedo. Em vez de entregar o valor imediatamente, a criança pode guardar pequenas quantias até atingir o objetivo. Assim, ela aprende na prática que planejamento e constância ajudam a transformar desejos em metas.
4. Investir
Depois de aprender a guardar, a criança pode começar a entender que o dinheiro poupado também pode ser colocado para trabalhar e gerar rendimentos ao longo do tempo.
O investimento permite mostrar, de maneira prática, conceitos como prazo, rendimento e juros compostos. Mesmo que os valores sejam pequenos, acompanhar a evolução de uma aplicação pode ajudar a criança a perceber que o tempo e a disciplina podem contribuir para a construção de patrimônio.
Quando esses quatro fatores são trabalhados em conjunto, a criança começa a enxergar o dinheiro de uma maneira mais ampla. Ela aprende a ganhar, decidir, esperar e planejar, em vez de apenas gastar.
Esse aprendizado pode fazer diferença na vida adulta, principalmente porque hábitos financeiros são construídos ao longo do tempo. Por isso, mais importante do que ensinar uma criança a decorar regras financeiras é ajudá-la a desenvolver uma relação consciente e responsável com o dinheiro.
Como uma criança pode investir dinheiro na prática?
No Brasil, menores de 18 anos podem ter investimentos. A diferença é que, enquanto não atingem a maioridade, precisam contar com a representação ou assistência de um pai, mãe ou outro responsável legal. O Banco Central explica que o menor de idade não emancipado precisa ser representado pelo responsável legal para atos da vida civil, incluindo a abertura de conta bancária.
Os investimentos podem ser registrados no nome da própria criança ou adolescente, desde que ela tenha CPF e uma conta em uma instituição que ofereça esse serviço. O responsável legal fica vinculado à conta e é quem realiza ou autoriza as movimentações, conforme as regras da instituição.
Essa possibilidade é importante porque permite que o patrimônio seja construído diretamente em nome do filho, em vez de ficar necessariamente registrado no nome dos pais. Além disso, a criança pode acompanhar a evolução dos investimentos e aprender como funciona o planejamento financeiro.
Passo a passo para abrir conta para um menor de 18 anos
O processo pode mudar de uma instituição para outra, mas, de forma geral, segue algumas etapas. Antes de tudo, é preciso escolher um banco ou uma corretora que aceite a abertura de conta para menores de idade.
- Escolha a instituição: verifique se o banco ou a corretora oferece conta e investimentos para menores de 18 anos e quais produtos estão disponíveis;
- Separe os documentos: normalmente, são solicitados CPF e documento de identificação da criança, além dos documentos do pai, mãe ou responsável legal. Também podem ser exigidos comprovante de residência e informações cadastrais do responsável. A lista exata depende da instituição;
- Faça o cadastro: o responsável preenche os dados solicitados pela instituição, informa que a conta pertence a um menor de idade e identifica quem será o responsável legal pela conta;
- Envie os documentos e faça as validações: dependendo da instituição, podem ser solicitadas fotos dos documentos e selfies do menor e do responsável para confirmar as identidades;
- Aguarde a análise: depois do envio, a instituição verifica as informações e os documentos. Se estiver tudo correto, a conta é aprovada e fica disponível para movimentação;
- Faça o primeiro investimento: com a conta aprovada e o dinheiro disponível, o responsável pode escolher os investimentos de acordo com o objetivo, prazo e perfil de risco.
É importante lembrar que não existe uma lista única de documentos obrigatórios para todas as instituições. Por isso, os pais devem consultar as exigências da corretora ou banco escolhido antes de iniciar o cadastro.
Qual a melhor corretora de investimentos para crianças?
Não existe uma única corretora que seja a melhor para todas as famílias. A escolha depende principalmente de quais investimentos estão disponíveis, das regras para menores de idade e da facilidade de uso da plataforma.
Antes de abrir a conta, vale observar alguns pontos:
- Oferta de investimentos: confira se a instituição disponibiliza os produtos que fazem sentido para o objetivo da criança;
- Conta em nome do menor: verifique se o investimento pode ser feito diretamente no CPF da criança ou do adolescente;
- Facilidade de abertura: dê preferência a instituições com processo digital e informações claras sobre os documentos necessários;
- Participação do responsável: entenda quais operações podem ser feitas pelo menor e quais dependem da autorização ou atuação do responsável;
- Custos: confira eventuais taxas cobradas pela conta ou pelos investimentos;
- Segurança e credibilidade: avalie se a instituição é autorizada a atuar no mercado e possui uma estrutura adequada para atender menores de idade;
- Experiência para a família: uma plataforma simples pode facilitar o acompanhamento dos investimentos e também transformar a conta em uma ferramenta de educação financeira.
Quais são os melhores investimentos para crianças e menores de 18 anos?
Não existe um único investimento que seja o melhor para todas as crianças. A escolha deve começar pelo objetivo e pelo prazo, e não pelo produto. Uma aplicação para pagar a faculdade daqui a 15 anos, por exemplo, pode ter uma estratégia diferente de uma reserva que será usada aos 18 anos.
Também é importante avaliar a relação entre risco e retorno. Investimentos com maior potencial de retorno costumam apresentar mais oscilações e possibilidade de perdas no caminho. Como o dinheiro destinado ao futuro da criança pode permanecer aplicado por muitos anos, existe espaço para diversificar e assumir riscos controlados, desde que isso esteja de acordo com o objetivo e o perfil da família.
Algumas opções são:
1. Tesouro Direto
O Tesouro Direto permite investir em títulos públicos emitidos pelo Governo Federal. Cada título possui uma forma diferente de remuneração e prazo, permitindo escolher uma alternativa de acordo com o objetivo da família.
Para o planejamento dos filhos, um dos títulos que merece atenção é o Tesouro Educa+. Ele foi criado para ajudar a formar uma reserva destinada à educação. O título acompanha a variação do IPCA mais uma taxa definida no momento da compra e, depois do período de acumulação, passa a realizar pagamentos mensais durante cinco anos.
Isso faz com que o produto tenha uma característica interessante para quem já sabe que pretende utilizar o dinheiro para educação no futuro. Além de buscar preservar o poder de compra diante da inflação, ele transforma o patrimônio acumulado em uma renda mensal no período planejado.
Outro ponto é a previsibilidade. Nos títulos em que a rentabilidade é conhecida conforme as regras do papel, é possível planejar melhor o objetivo, especialmente quando o investimento é mantido até o vencimento.
Ainda assim, investir em ativos do Tesouro Direto não significa ausência de risco: vender um título antes do vencimento pode fazer o valor recebido ser diferente do esperado inicialmente.
2. CDBs (Certificados de Depósito Bancário)
O CDB é um investimento de renda fixa emitido por bancos. Nele, o dinheiro é emprestado à instituição financeira por determinado período, e, em troca, você recebe uma remuneração.
Existem CDBs com liquidez diária, que permitem o resgate antes do vencimento, e outros em que o dinheiro fica aplicado até uma data determinada. Para uma reserva que pode precisar ser utilizada antes do planejado, a liquidez diária pode ser mais adequada. Já para um objetivo com prazo definido, um CDB com vencimento pode oferecer uma remuneração diferente.
Outro ponto importante para quem investe para menores é a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). CDBs contam com garantia de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado, respeitando o limite global de R$ 1 milhão em garantias pagas a cada período de quatro anos.
A proteção é vinculada ao CPF do titular da aplicação. Portanto, se o investimento estiver em nome da criança, os limites da garantia são considerados em relação ao CPF dela, conforme as regras do FGC.
3. LCI e LCA
As LCIs e LCAs são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. A LCI está relacionada ao financiamento do setor imobiliário, enquanto a LCA está ligada ao agronegócio.
Um dos principais atrativos para pessoas físicas é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos, conforme as regras tributárias aplicáveis. Além disso, LCIs e LCAs elegíveis também estão entre os produtos protegidos pelo FGC, dentro dos limites estabelecidos.
Por outro lado, é preciso prestar atenção à liquidez e ao prazo de carência. Nem sempre é possível retirar o dinheiro imediatamente após a aplicação. Por isso, esses investimentos podem fazer sentido para objetivos de médio prazo em que a família já sabe que não precisará utilizar o dinheiro antes da data planejada.
4. Previdência privada
A previdência privada pode ser a aplicação mais interessante para objetivos realmente longos, principalmente quando a intenção é manter os recursos investidos por 10, 15 ou 20 anos. Nesse caso, uma das principais vantagens está no tratamento tributário e na possibilidade de manter uma estratégia de longo prazo com gestão profissional.
Os dois modelos são PGBL e VGBL, e a principal diferença está na tributação. No PGBL, quem utiliza a declaração completa do Imposto de Renda pode deduzir as contribuições até o limite de 12% da renda bruta anual tributável. Em contrapartida, no resgate ou recebimento do benefício, o IR incide sobre o valor total.
No VGBL, as contribuições não são dedutíveis do Imposto de Renda, porém, no resgate, o imposto incide somente sobre os rendimentos, e não sobre o valor total aplicado. Por isso, o VGBL costuma ser mais adequado para quem utiliza a declaração simplificada ou já atingiu o limite de dedução do PGBL.
Outro ponto importante é a tabela regressiva. Nesse regime, a alíquota começa em 35% para recursos mantidos por até dois anos e diminui conforme o tempo de permanência:
- 30% de 2 a 4 anos;
- 25% de 4 a 6 anos;
- 20% de 6 a 8 anos;
- 15% de 8 a 10 anos;
- 10% acima de 10 anos.
Para um planejamento de longo prazo para os filhos, essa redução é muito relevante. Quanto maior o período de acumulação, menor será a alíquota na tabela regressiva.
Para um planejamento voltado aos filhos, a estrutura pode variar. O pai ou a mãe pode contratar o plano e indicar a criança como beneficiária, mas não existe uma regra universal de que o titular necessariamente tenha de ser o pai ou a mãe. É preciso verificar as condições do plano escolhido.
5. Fundos de investimento e renda variável
Para objetivos de longo prazo, também pode fazer sentido incluir fundos de investimento, ações ou fundos imobiliários (FIIs) na carteira da criança.
Os fundos permitem investir em uma carteira de ativos administrada profissionalmente, enquanto ações representam pequenas parcelas de empresas e os FIIs permitem exposição ao mercado imobiliário por meio de fundos. A escolha depende do objetivo e do risco que a família está disposta a assumir.
A grande vantagem para quem começa cedo é o longo horizonte de investimento. Uma criança que tem muitos anos pela frente até a maioridade não precisa necessariamente concentrar todo o patrimônio em aplicações de menor risco. Parte da carteira pode estar em renda variável para buscar maior crescimento no longo prazo, desde que as oscilações sejam suportáveis.
Isso não significa assumir riscos de forma indiscriminada. A renda variável pode apresentar perdas relevantes no curto prazo, e a escolha dos ativos precisa considerar diversificação, prazo e perfil. A própria CVM destaca que fundos de ações têm como principal fator de risco a variação dos preços das ações, que pode resultar em perdas patrimoniais.
6. Investimento no exterior
Investir parte do patrimônio no exterior pode ser uma forma de diversificar geograficamente os investimentos e reduzir a concentração de todo o patrimônio em ativos brasileiros.
Para uma criança, o longo prazo pode favorecer essa estratégia, principalmente quando o objetivo é construir patrimônio durante muitos anos. Ter exposição a ativos internacionais também permite acessar empresas, mercados e moedas diferentes do Brasil.
A chamada dolarização não deve ser vista simplesmente como uma aposta de que o dólar vai subir — aqui, o principal objetivo é diversificar. Assim como nos investimentos brasileiros, é necessário avaliar riscos, custos, tributação e a forma mais adequada de realizar o investimento para um menor de idade.
7. Carteira de investimento
Em vez de escolher apenas um produto, outra alternativa é construir uma carteira diversificada, combinando diferentes classes de ativos de acordo com o objetivo e o prazo.
Uma possibilidade é utilizar uma carteira diversificada, como a carteira de valorização ou de renda da Finclass, que busca o crescimento do patrimônio no longo prazo e combina diferentes classes de investimentos. Nesse modelo, a ideia é realizar aportes ao longo do tempo e utilizar os novos recursos para manter a carteira próxima da alocação recomendada.
A diversificação é um dos principais pontos positivos dessa estratégia. Em vez de depender do desempenho de um único investimento, o patrimônio pode ser distribuído entre renda fixa, renda variável, ativos imobiliários e outras classes, conforme a composição escolhida.
Também existe a possibilidade de fazer aportes mês a mês, acompanhando a evolução do patrimônio e ajustando os novos investimentos conforme a carteira se distancia da alocação desejada.
Afinal, qual o melhor investimento para o futuro do meu filho?
A resposta para essa pergunta começa com outra: qual é o objetivo do dinheiro? Não existe um investimento que seja o melhor para todas as crianças. A escolha depende principalmente da meta definida pelos pais, do prazo até a utilização dos recursos e do nível de risco que a família está disposta a assumir.
Se o objetivo é pagar uma faculdade, por exemplo, o planejamento pode considerar o período até o início dos estudos. Já para um intercâmbio, a compra de um imóvel ou até mesmo para ajudar na independência financeira do filho no futuro, o prazo e a estratégia podem ser diferentes.
Para quem busca maior potencial de retorno no longo prazo e gosta de acompanhar o mercado financeiro, uma carteira diversificada pode ser uma boa alternativa. Nesse caso, os recursos podem ser distribuídos entre diferentes classes de ativos e os aportes realizados ao longo dos anos, sempre respeitando a estratégia e o nível de risco escolhido.
Uma carteira como a Carteira de Valorização da Finclass, por exemplo, pode ser interessante para quem aceita acompanhar os investimentos e realizar os ajustes necessários. A principal vantagem está na diversificação e na possibilidade de buscar crescimento do patrimônio no longo prazo, mas isso também exige mais participação na gestão da carteira.
Por outro lado, para quem prioriza planejamento tributário, praticidade e tranquilidade para deixar o dinheiro investido por muitos anos, a previdência privada pode ser uma alternativa interessante. Em planos adequados ao objetivo, a tabela regressiva permite que a alíquota de Imposto de Renda chegue a 10% para recursos mantidos por mais de 10 anos, respeitando a contagem de cada contribuição.
Além disso, a previdência pode oferecer gestão profissional dos recursos e facilidade para manter uma estratégia de longo prazo, sem que os pais precisem acompanhar e rebalancear cada ativo individualmente.
Portanto, a decisão não deve ser baseada apenas na rentabilidade esperada. O melhor investimento é aquele que combina o objetivo do filho, o prazo, o risco que a família aceita assumir e a praticidade desejada para administrar o patrimônio.
Mais importante do que encontrar o investimento perfeito é começar cedo, manter os aportes e ter clareza sobre o objetivo daquele dinheiro. Com tempo e disciplina, mesmo valores menores podem contribuir para construir uma base financeira importante para o futuro da criança.
Conclusão
Investir para os filhos desde cedo é uma forma de transformar o tempo em um aliado na construção de patrimônio. Com aportes recorrentes e o efeito dos juros compostos, mesmo valores menores podem construir um patrimônio gigante ao longo dos anos. Mais do que acumular dinheiro, esse processo também vai ajudar a criança a desenvolver uma relação mais consciente com as finanças.
Como vimos, menores de 18 anos podem investir no Brasil, desde que a conta e as movimentações sejam realizadas de acordo com as regras da instituição e com a participação do responsável legal. A escolha dos investimentos deve considerar principalmente o objetivo, o prazo e a relação entre risco e retorno.
Não existe uma opção de investimento que seja melhor para todas as crianças, a estratégia precisa ser adequada ao objetivo definido pelos pais.
Para quem busca maior potencial de crescimento e aceita acompanhar uma carteira diversificada, uma carteira de investimentos pode fazer sentido. Já quem prioriza praticidade, planejamento de longo prazo e benefícios tributários, pode encontrar na previdência privada uma alternativa interessante.
Independentemente de escolher uma carteira, previdência ou qualquer outro investimento, ter informação é fundamental para tomar boas decisões. Na Finclass, você encontra conteúdos sobre os diversos tipos de investimentos e pode contar com análises e informações de profissionais para entender melhor as alternativas e tirar suas dúvidas antes de escolher onde investir para o futuro dos seus filhos.