Sobre BNBR3
O Banco do Nordeste do Brasil S.A., conhecido como BNB, é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina.
Fundado em 1952, está presente em cerca de dois mil municípios, abrangendo todos os nove estados da Região Nordeste – Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia –, além do norte de Minas Gerais (incluindo os Vales do Mucuri e do Jequitinhonha) e o norte do Espírito Santo.
Que tipo de empresa é o Banco do Nordeste?
O Banco do Nordeste do Brasil S.A. é uma instituição financeira múltipla, organizada sob a forma de sociedade de economia mista, de capital aberto, com mais de 90% de seu capital sob o controle do Governo Federal.
Suas ações são negociadas na B3 sob dois tickers: BNBR3 (ações ordinárias, com direito a voto) e BNBR4 (ações preferenciais, sem direito a voto, mas com prioridade no recebimento de dividendos)
Apenas 0,71% do total de ações do Banco do Nordeste está em livre circulação na B3, o que configura um grau de liquidez mais restrito.
Atuação
O BNB mantém a liderança na aplicação de recursos de longo prazo e de crédito rural em sua área de atuação, com pelo menos metade dos recursos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) destinados ao Semiárido, priorizando mini, micro e pequenos empreendedores, com conjugação de crédito e assistência técnica.
Além do papel de banco de desenvolvimento, opera linhas de crédito para empresas de todos os portes, agronegócio, infraestrutura e inovação, além de programas estruturantes como o Crediamigo (microcrédito urbano) e o Agroamigo (microcrédito rural).
Produtos e serviços
O BNB oferece uma gama ampla de produtos financeiros voltados ao desenvolvimento regional e à inclusão produtiva:
- FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste): principal instrumento de financiamento de longo prazo para empresas, produtores rurais e infraestrutura na região;
- Crediamigo: maior programa de microcrédito produtivo urbano da América do Sul, voltado a microempreendedores formais e informais;
- Agroamigo: microcrédito orientado para produtores rurais da agricultura familiar;
- Pronaf: operação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar;
- Crédito empresarial: linhas para micro, pequenas, médias e grandes empresas em infraestrutura, capital de giro, inovação e tecnologia;
- Financiamento de infraestrutura: apoio a projetos nos setores de energia, saneamento, transportes e urbanização;
- Serviços bancários tradicionais: conta corrente, serviços de câmbio, administração de valores mobiliários e arrendamento mercantil;
- Programas de desenvolvimento regional: PRODETUR (turismo), FINOR (incentivos fiscais) e outros fundos setoriais.
Qual é a história do Banco do Nordeste?
O Banco do Nordeste foi criado pela Lei Federal nº 1.649, de 19 de julho de 1952, para atuar no chamado Polígono das Secas, denominação dada ao perímetro do território brasileiro atingido periodicamente por prolongados períodos de estiagem.
A iniciativa partiu do ministro da Fazenda Horácio Lafer, que, ao visitar o Ceará para avaliar os estragos da seca de 1951, convenceu o presidente Getúlio Vargas da necessidade de criar uma instituição dedicada ao desenvolvimento da região. Assim nasceu o BNB, não como um banco para onde o dinheiro vai porque já existe, mas como um banco criado para levar recursos onde o dinheiro raramente chegava.
Os primeiros anos foram de construção de estrutura e conhecimento regional. Em 1954, foi estabelecido o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), responsável por promover o conhecimento técnico e científico sobre a região e coordenar políticas de desenvolvimento. O banco cresceu como braço operacional das políticas federais de redução das desigualdades regionais, financiando desde infraestrutura básica até pequenos produtores rurais em municípios do interior que as instituições financeiras privadas jamais alcançariam.
Em 1988, a Constituição Federal deu ao BNB um instrumento definitivo: a criação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que vincula constitucionalmente recursos ao desenvolvimento regional e do qual o BNB é o principal operador.
O marco mais transformador da história recente do banco foi a criação, em 1998, do Crediamigo. Em sua estratégia de apoio ao pequeno empreendedor, o BNB criou o programa de microcrédito produtivo e orientado urbano que é hoje o maior do tipo na América do Sul, o Crediamigo, que ao final de 2016 alcançou a marca de dois milhões de clientes ativos.
A ideia era simples e revolucionária: oferecer crédito de pequeno valor, com acompanhamento técnico, para microempreendedores que o sistema financeiro tradicional ignorava completamente. O modelo provou que crédito bem orientado transforma vidas, e o Crediamigo se tornou referência internacional de inclusão financeira.
Em 2005, o microcrédito orientado chegou à zona rural com a criação do Agroamigo, que em 2024 ultrapassou a marca de 1,6 milhão de clientes.
Com mais de 70 anos de história, o BNB consolidou sua posição como o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina. Isso se deu não pelo tamanho dos empréstimos que concede a grandes empresas, mas pela escala com que alcança o pequeno produtor, o microempreendedor e o trabalhador rural nas regiões mais remotas do Nordeste brasileiro.
Como investir no Banco do Nordeste?
Para investir em ações do Banco do Nordeste, você pode seguir estes passos:
- Abrir conta em uma corretora de valores: na hora de escolher, considere a idoneidade de corretora na lista de corretoras autorizadas pela B3 e também a variedade de ativos, o suporte e a usabilidade da plataforma;
- Acesse a categoria de renda variável: quando estiver na categoria, encontre a aba de ações e digite o código da empresa: BNBR3;
- Informe a quantidade que você deseja investir: o preço unitário do ativo pode variar devido ao momento do mercado. Para comprar ações fracionadas (de 1 a 99 ações), basta colocar a letra F na frente do código;
- Emita a ordem de compra: assim que finalizar a operação, você já poderá acompanhar o desempenho da sua ação.
Não se esqueça: esse é apenas um passo a passo informativo, para que você saiba qual é o processo a ser feito caso decida adquirir essas ações. Não se trata, em hipótese alguma, de uma recomendação de investimento.
