jan, 2026 Investimentos

É possível começar a investir com 60 anos? Saiba como!

Thiago Koguchi

Embora muito se fale sobre como o ideal é começar a investir cedo, a verdade é que não há uma idade limite para iniciar a jornada de otimizar o seu patrimônio. Então, se você tem mais de 60 anos, saiba que não somente é possível começar a investir agora, como também é altamente recomendado.

Ao se educar financeiramente, você descobre que pode fazer seu dinheiro render, preservar seu poder de compra contra a inflação e ter mais tranquilidade caso os imprevistos apareçam — uma despesa inesperada, a necessidade de ajudar um familiar ou alguma reforma na casa.

Por onde começar? Por aqui! Neste artigo, respondemos a algumas perguntas-chave sobre o assunto:

  • É possível começar a investir com 60 anos?
  • Como começar a investir com 60 anos?
  • Qual é o perfil de investimento mais indicado aos 60 anos?
  • Quais são os melhores tipos de investimento para quem tem 60 anos?
  • Como montar uma carteira de investimentos focada em renda extra aos 60 anos?
  • Quais cuidados são essenciais ao começar a investir com 60 anos?

Vamos lá?

É possível começar a investir com 60 anos?

Mais do que possível, começar a investir com 60 anos é tão necessário e estratégico quanto seria em outra fase da vida

Nessa idade, o que muda não é a possibilidade, mas o jeito de investir. Afinal, em geral o foco dos investimentos costumam ser a preservação do patrimônio, geração de renda e manutenção da previsibilidade (em vez de assumir riscos altos em busca de grandes retornos).

Vale lembrar que começar a investir após os 60 não necessariamente significa “começar do zero”. 

Nessa etapa, muitas pessoas já têm aposentadoria ou contam com imóveis e alguma reserva. Logo, o investimento vem para organizar e proteger o dinheiro. Em termos mais simples, a estratégia tende a ser complementar renda e lidar melhor com imprevistos.

Como começar a investir com 60 anos?

A lógica para começar a investir com 60 anos não deve ser correr atrás do tempo perdido, mas sim organizar o dinheiro para viver melhor agora e nos próximos anos. Então, um passo a passo que pode te ajudar nessa tarefa é o seguinte:

  1. Reorganizar a vida financeira antes de investir;
  2. Montar ou reforçar uma reserva de emergência;
  3. Definir objetivos compatíveis com a fase da vida;
  4. Entender o perfil de investidor com honestidade;
  5. Priorizar investimentos com dinâmica mais simples.

Abaixo, entramos em detalhes sobre cada um desses tópicos.

1 – Reorganizar a vida financeira antes de investir

O primeiro passo é transformar sua vida financeira em algo mensurável. Para isso, você pode montar uma planilha para registrar quanto entra e quanto sai todo mês. 

Dica: separe os gastos por categoria, como moradia, saúde, alimentação, lazer e por aí vai. Além disso, lembre-se de considerar que despesas imprevisíveis podem aparecer e isso também deve aparecer na conta.

O objetivo aqui é o seguinte: evitar investir uma quantia de dinheiro que, na verdade, será necessário em pouco tempo. Por exemplo, se você sabe que nos próximos dois anos pode querer trocar de carro ou custear um tratamento de saúde, esse dinheiro não deve ir para investimentos de longo prazo ou com oscilação

Assim você não corre o risco de resgatar um investimento no momento errado e perder rentabilidade.

2 – Montar ou reforçar uma reserva de emergência

Idealmente, essa reserva deve ser capaz de custear entre 6 a 12 meses do seu custo de vida mensal, levando em conta suas despesas reais — por isso, é tão importante manter tudo registrado em uma planilha. 

Além disso, saiba que esse dinheiro é para uso exclusivo em emergências ou usos inesperados. Despesas médicas, eletrodoméstico que precisa ser trocado, problemas com o carro, imprevistos familiares ou mesmo uma oportunidade de viajar entram nessa categoria. Assim, se algo acontecer, a reserva absorve o impacto da despesa fora dos planos, sem afetar a sua estratégia de organização.

Para este fim, a recomendação é que você prefira aplicar esse dinheiro em investimentos com liquidez diária, como Tesouro Selic ou CDBs, em vez de deixá-lo parado ou de “prendê-lo” em títulos de longo prazo.

3 – Definir objetivos compatíveis com a fase da vida

Aos 60 anos, os objetivos de investimento costumam ser mais claros e, ao mesmo tempo, mais limitados no tempo. 

Diferentemente de quem investe para se aposentar daqui a 30 anos, aqui o foco pode estar em complementar renda, preservar capital ou manter poder de compra. Cada um desses objetivos, é claro, exige um tipo de investimento diferente.

Se a sua ideia for obter renda passiva, por exemplo, não deve escolher aplicações que são desenhadas para favorecer quem investe pensando no longo prazo. Se a meta for preservar o patrimônio, precisa evitar ativos cujo grau de risco seja alto demais.

4 – Entender o perfil de investidor com honestidade

Não adianta dizer que aceita risco se uma queda de 2% já gera ansiedade ou vontade de resgatar. O perfil de investidor aos 60 anos (e em qualquer fase da vida) deve considerar não só a tolerância financeira ao risco, mas também a tolerância emocional.

Para você entender melhor, preste atenção neste exemplo: duas pessoas com a mesma renda e patrimônio podem ter perfis totalmente diferentes. Uma aceita oscilações porque tem outras fontes de renda e não depende do dinheiro investido no curto prazo. A outra precisa daquele recurso para viver nos próximos anos. Nesse caso, naturalmente as escolhas de uma não serão as mesmas da outra.

O perfil correto é aquele que permite manter o investimento mesmo em cenários adversos, sem decisões impulsivas. A partir dos 60 anos, muitas pessoas tendem a assumir uma postura mais conservadora ou moderada ao investir.

5 – Priorizar investimentos com dinâmica mais simples

Por “simplicidade”, queremos dizer que um investimento precisa ser fácil de entender, acompanhar e gerir. Se as regras do título forem claras, com uma dinâmica previsível e poucas variáveis, diminuem as chances de você tomar uma decisão por impulso ou perder parte do valor aplicado.

Mas calma, não estamos falando de abrir mão de retornos. Aqui, a ideia é te aconselhar a aplicar o dinheiro em títulos e ativos que você sabe quando pode resgatar, como funciona o rendimento e quais são os riscos inerentes. Tudo para evitar estruturas confusas e prazos excessivamente longos.

Qual é o perfil de investimento mais indicado aos 60 anos?

O perfil de investimento mais indicado aos 60 anos costuma ser conservador ou moderado, embora não exista uma resposta única para essa pergunta, já que isso depende menos da idade em si e mais de como esse dinheiro será usado nos próximos anos.

Em geral, nessa fase da vida, o foco tende a sair do crescimento agressivo do patrimônio e ir para a preservação de capital, previsibilidade e liquidez

Então, investidores a partir dos 60 anos tendem a priorizar investimentos que oscilam menos, viabilizam resgates planejados e não colocam em risco recursos que podem ser necessários no curto ou médio prazo — especialmente para despesas com saúde, complementação de renda ou apoio familiar.

Ao mesmo tempo, ser conservador não significa deixar tudo parado. Inclusive, muitos investidores aos 60 anos adotam um perfil moderado, para combinar segurança com uma parcela menor em ativos que ajudam a proteger o poder de compra ao longo do tempo. 

A diferença, então, está na proporção: o dinheiro que pode ficar investido por mais tempo aceita um pouco mais de variação. No entanto, a parcela destinada a ser usada nos próximos anos, não.

Seja conservador ou moderado, o perfil mais indicado para quem tem acima de 60 anos é aquele que:

  • Não te desestabiliza financeira ou emocionalmente, mesmo em períodos de oscilação;
  • Evita a necessidade de resgates forçados;
  • Gera renda ou estabilidade, conforme os seus objetivos;
  • É compatível com a sua realidade emocional e financeira da pessoa.

Se ainda não sabe qual é o seu, o ideal é que faça um teste com uma corretora de valores registrada ou conte com a ajuda de um profissional de planejamento financeiro. Para você começar agora mesmo a entender melhor qual seu perfil, dá uma olhada nestas descrições:

  • Perfil conservador: é mais indicado para quem não tolera oscilações e prefere saber exatamente quanto terá disponível no futuro. Faz sentido se você pode precisar do dinheiro a qualquer momento ou usa os investimentos para despesas essenciais;
  • Perfil moderado: é adequado para quem aceita pequenas variações no curto prazo em troca de resultados melhores no longo prazo. Funciona bem quando parte do dinheiro não será usada tão cedo e pode ficar investida por alguns anos.

Quais são os melhores tipos de investimento para quem tem 60 anos?

Os melhores investimentos para quem tem 60 anos tendem a ser aqueles que combinam segurança, previsibilidade e liquidez, sem abrir mão de alguma rentabilidade. 

Algumas alternativas incluem:

  • Tesouro Selic: é um dos investimentos mais seguros do país e ideal para reserva de emergência. Tem liquidez diária e acompanha a taxa básica de juros. Além disso, funciona bem para quem precisa de acesso rápido ao dinheiro;
  • CDBs de bancos sólidos: podem oferecer rendimentos superiores à poupança, com boa previsibilidade. Muitos têm proteção do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição. Costumam ser indicados para objetivos de curto e médio prazos;
  • LCIs e LCAs: são investimentos isentos de Imposto de Renda para pessoa física, que tendem a render bem no médio prazo, principalmente em cenários de juros altos. No entanto, exigem atenção ao prazo de resgate e à liquidez;
  • Fundos de renda fixa: permitem diversificação com gestão profissional.
    São úteis para quem prefere não escolher títulos individualmente, porém, é importante ficar de olho nas taxas e na estratégia do fundo;
  • Previdência privada (PGBL ou VGBL): pode ser usada como complemento de renda na aposentadoria. Além disso, oferece planejamento sucessório e benefícios tributários em alguns casos. Funciona melhor quando bem alinhada ao objetivo e ao prazo;
  • Fundos imobiliários (com cautela): podem gerar renda mensal com distribuição de aluguéis. Contudo, oscilam mais e, por isso, podem fazer sentido em pequenas proporções dentro do portfólio, a depender do seu perfil. Indicados apenas para quem entende e aceita variações.

No fim das contas, não existe uma receita mágica ou um único investimento (ou portfólio) ideal para todas as pessoas aos 60 anos. Tudo depende da renda, do patrimônio, da necessidade de liquidez, da saúde financeira e da tolerância a riscos de cada uma. 

Não podemos deixar de lembrar que o seu grau de experiência e conhecimento em investimentos também é relevante. Perfis mais experientes tendem a ser mais arrojados, se aventurando em ativos mais voláteis, porém, com maior potencial de retorno. Se estiver na dúvida, opte sempre pela segurança.

Como montar uma carteira de investimentos focada em renda extra aos 60 anos?

A escolha dos investimentos para pessoas acima de 60 anos que têm a renda extra como foco varia de perfil para perfil. Algumas boas práticas, porém, pode servir de guia nesse momento:

  • Defina quanto de renda extra você precisa: se você tem R$ 400 mil investidos e quer gerar R$ 3 mil por mês, isso significa uma taxa média de 9% ao ano, já considerando impostos. Se o valor necessário for maior do que o patrimônio permite com segurança, então o ajuste precisa ser feito na expectativa, não no risco;
  • Diversifique o portfólio: uma parte do patrimônio vai para títulos de renda fixa com liquidez diária, outra para investimentos que pagam juros ou rendimentos recorrentes, e uma terceira e pequena parte para não perder poder de compra no longo prazo;
  • Considere fundos imobiliários: aqui a ideia é complementar renda mensal, não sustentar o portfólio. Prefira fundos com imóveis prontos, contratos longos e histórico estável, e limite a exposição a algo a uma parcela menor da carteira;
  • Decida se vai reinvestir os ganhos: quando sua carteira estiver rendendo um valor considerável por mês, tente reinvestir parte dos ganhos para alongar a vida do patrimônio em vez de consumir 100% da renda.

Falando em termos mais práticos, quando o objetivo é gerar renda aos 60 anos, CDBs com pagamento periódico, Tesouro IPCA+ com juros semestrais ou debêntures incentivadas tendem a ser boas alternativas, desde que bem analisados previamente. 

Esses investimentos têm algo em comum: eles permitem transformar o patrimônio acumulado em um fluxo de renda previsível, sem depender da venda constante de ativos. 

No caso dos CDBs, por exemplo, mesmo que sejam de renda fixa, o ideal é optar por aqueles que oferecem menos riscos. Para isso, ler relatórios de casas de análise é uma boa ideia para ajudar a esclarecer qual caminho é o ideal e qual título tem potencial de fazer parte do seu portfólio.

Já se formos para o lado das LCIs e LCAs, temos aqui títulos com uma variedade maior de prazos e rentabilidade, mas que exigem um pouco mais de atenção e cautela na hora de escolhê-los, para não assumir mais riscos do que o seu perfil tolera ou não conseguir resgatar o dinheiro aplicado se eventualmente precisar dele.

Outra recomendação é de não concentrar toda a renda em um único título ou data de pagamento

Se for distribuir o dinheiro em diferentes CDBs, por exemplo, busque títulos com pagamentos em meses distintos, para criar uma renda espaçada ao longo do ano. Dessa forma, de quebra ainda tem maior controle sobre o orçamento e reduz o risco de ficar longos períodos sem recebimentos. 

O Tesouro IPCA+ com juros semestrais, por sua vez, pode cumprir um papel complementar importante, porque paga renda regularmente e ainda protege parte do capital contra a inflação — um ponto bem importante quando a ideia é fazer o dinheiro durar por anos.

Antes de continuarmos, fica o lembrete: o valor da renda gerada depende diretamente do tamanho do patrimônio investido

Um mesmo investimento pode gerar R$ 1 mil por mês para uma pessoa e R$ 5 mil para outra, e a diferença não necessariamente estará na aplicação, mas sim no volume de recursos aplicados. 

Por isso, mais importante do que escolher “o melhor investimento” é alinhar expectativa e realidade: entender quanto o patrimônio atual consegue pagar com segurança e ajustar o padrão de renda a esse limite, sem assumir riscos desnecessários nessa fase da vida.

Quais cuidados são essenciais ao começar a investir com 60 anos?

Quem começa a investir com 60 anos não pode descuidar dessas boas práticas: tomar cuidado com os impostos, reduzir riscos desnecessários e priorizar a liquidez. Dessa forma, fica mais fácil manter um portfólio que seja sustentável, pensando no curto/médio prazo.

Dá uma olhada em alguns detalhes dessas precauções:

Priorize liquidez e evite riscos

Aos 60 anos, o dinheiro investido precisa estar disponível quando você precisar, sem depender de vender ativos em momentos ruins. Isso significa dar preferência a investimentos com liquidez diária ou prazos curtos, como Tesouro Selic, CDBs com resgate diário e fundos de renda fixa simples. Evite travar grande parte do patrimônio em aplicações longas sem possibilidade de resgate.

Além disso, lembre que, nessa fase, o foco deixa de ser “crescer rápido” e passa a ser preservar o que já foi construído (ou ainda: não perder o que foi conquistado). Não estamos falando de fugir totalmente do risco, mas sim de evitar exposição exagerada a ativos voláteis, como ações individuais, criptomoedas ou investimentos muito concentrados em um único emissor.

Na dúvida, prefira limitar investimentos mais arriscados a uma pequena parcela do patrimônio (por exemplo, até 10% ou 15%), sempre com objetivo claro. O restante deve estar em renda fixa diversificada, com títulos de emissores sólidos e produtos com histórico consistente.

Atenção redobrada a custos e impostos

Taxas altas e impostos mal planejados corroem o patrimônio silenciosamente, especialmente quando o foco é preservação. Fundos com taxa de administração elevada, carregamento em previdência ou produtos pouco eficientes podem comprometer resultados ao longo dos anos.

Driblar esse risco é relativamente fácil: sempre revise todos os investimentos e preste atenção em suas condições, como taxa, imposto e prazo. Essas informações estão sempre disponíveis em corretoras e, se precisar, você pode fazer simulações antes de investir, ou até contar com a ajuda de um profissional.

Tenha uma reserva para imprevistos

Mesmo com plano de saúde, aposentadoria ou outras fontes de renda, imprevistos fazem parte da vida em qualquer idade. Podem surgir gastos com manutenção da casa, ajuda a familiares, viagens inesperadas, mudanças de planos, períodos sem renda extra ou simplesmente oportunidades que exigem dinheiro rápido.

Por isso, antes mesmo de começar a investir com foco em renda, vale separar um valor específico em investimentos seguros e com resgate fácil, para situações fora do planejamento. Assim você evita mexer em investimentos de longo prazo, vender ativos em momentos ruins ou se endividar. 

Desconfie de promessas e “oportunidades imperdíveis”

Golpes e investimentos ruins costumam se apresentar como soluções fáceis, com discursos sofisticados e promessas de renda alta sem risco. Cair em um golpe grave pode fazer você perder uma parcela significativa do patrimônio que construiu.

Siga sempre esta regra: se você não entende claramente como o dinheiro rende, quais são os riscos e quando pode resgatar, não invista. Além disso, nunca tome decisões com pressa ou pressão.

Aqui, outras boas práticas incluem:

  • Não confie em qualquer opinião. Prefira se informar com profissionais que realmente são certificados, estudam e entendem do assunto;
  • Antes de investir, certifique-se de que a corretora é registrada junto à CVM;
  • Promessas irreais de retorno tendem a ser falsas. Se um investimento parece bom demais para ser verdade, talvez ele realmente não seja de verdade.

Dica extra: fuja da poupança

Tomar cuidado ao investir também significa evitar perder tempo com investimentos cuja rentabilidade é insignificante. Para você ter noção, um CDB de banco sólido e liquidez diária é capaz de fazer muito mais pelo seu patrimônio do que a caderneta de poupança.

Para você enxergar melhor o problema, saiba que a poupança rende hoje, na prática, cerca de 0,5% ao mês + TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano

Isso parece ok à primeira vista, mas esse rendimento só acontece em uma data específica: o aniversário da poupança. Se você sacar o dinheiro antes dessa data, perde todo o rendimento do mês. Além disso, a poupança não acompanha a inflação de forma eficiente, o que significa que, ao longo do tempo, o dinheiro até cresce no número, mas perde poder de compra.

Já um CDB com liquidez diária, mesmo o mais simples, costuma render 100% do CDI ou mais, o que hoje dá algo próximo de 0,9% a 1% ao mês, rendendo todos os dias úteis, sem data de aniversário. 

Em outras palavras, deixar dinheiro na poupança é quase como deixar parado, enquanto um CDB básico já trabalha de verdade para preservar e aumentar seu patrimônio.

Recapitulando os pontos mais importantes…

Começar a investir com 60 anos é tão importante quanto começar a investir em qualquer idade. Nessa fase, porém, é preciso seguir uma rota mais específica. Considerando que a pessoa investidora provavelmente terá juntado algum patrimônio durante seus anos de trabalho, o foco é usar os investimentos para preservá-lo e, é claro, gerar renda.

Isso envolve tomar decisões mais práticas e conscientes: escolher investimentos simples, entender como e quando o dinheiro rende, manter liquidez para imprevistos e evitar produtos que não entregam retorno real. 

Ao fim, não existe fórmula mágica nem uma carteira única para todos, mas sim escolhas bem alinhadas à realidade, aos objetivos e ao patrimônio disponível de cada um. 

Lembre-se: nessa fase da vida, a ideia ao investir não é correr atrás de ganhos rápidos e de alto risco, mas sim transformar o que foi construído com segurança e tranquilidade financeira.

Bacharel em Jornalismo e pós-graduado em Linguagem, Cultura e Mídia pela Unesp. É colaborador da Upside Newsletter e do Investimentos.com.br
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