mar, 2026 Ativos internacionais

Como investir no exterior morando no Brasil?

Thiago Koguchi

É muito comum ouvir que a população está com medo dos riscos econômicos do Brasil. Esse receio é completamente compreensível.

A política interfere demais na economia, a tributação é complicada, as decisões econômicas e monetárias tomadas pelos políticos nem sempre parecem as melhores. Enfim, são inúmeras as incertezas financeiras que você com certeza conhece e das quais gostaria de se proteger, não é mesmo?

A boa notícia é que existe uma maneira bastante prática para proteger-se do chamado risco-Brasil: investir parte do seu dinheiro no exterior!

Uma das grandes sacadas dos melhores investidores é possuir também parte do que investem em diferentes países. Para conseguir isso, investem em Estados Unidos, Europa, mercados emergentes. Ou seja, aproveitam todos os recursos de diversificação internacional disponíveis.

Se você também quer fazer o mesmo que esses grandes investidores, esse artigo pode ser seu guia. Ao longo dele, apresentaremos tudo o que é preciso saber para investir no exterior morando no Brasil, fazer seu dinheiro render no exterior, e o passo a passo completo para investir em ações, fundos e outros ativos internacionais.

O que é investimento no exterior?

Investimento no exterior é a aplicação de recursos em ativos financeiros que são negociados fora do Brasil, com o objetivo de diversificar o patrimônio e acessar mercados, moedas e empresas estrangeiras.

Na prática, isso acontece, por exemplo, quando investidores brasileiros compram ações de companhias internacionais, como Apple ou Coca-Cola. 

Porém, investir no exterior não se limita às ações. Também envolve títulos de renda fixa estrangeiros (como os bonds), cotas de fundos internacionais, ETFs, imóveis e outros ativos negociados em outros países.

Apesar de ainda parecer distante ou complexo para muitas pessoas, investir fora do Brasil nunca foi tão acessível. Hoje, não é mais algo restrito a investidores muito ricos ou a quem mora no exterior. 

Existem diferentes formas de fazer isso, tanto de maneira direta, por meio de corretoras internacionais, quanto de forma indireta, utilizando produtos negociados na B3 que dão exposição a mercados externos.

Como funcionam investimentos no exterior?

Os investimentos no exterior funcionam, na prática, como uma forma de pessoas investidoras do Brasil aplicarem seu dinheiro em ativos de outros países, seja para diversificar o patrimônio, acessar economias mais desenvolvidas ou reduzir a dependência do mercado e da moeda brasileira.

Na operação básica, você escolhe o ativo internacional — como ações estrangeiras, ETFs, fundos, bonds ou imóveis — e faz o investimento por dois caminhos principais

  1. Investimento direto: abrindo conta em uma corretora no exterior, realizando a remessa dos recursos em reais (com conversão para outra moeda) e comprando os ativos desejados; 
  2. Investimento indireto: por meio de produtos disponíveis no Brasil, como BDRs, ETFs internacionais e fundos globais negociados na B3, que replicam o desempenho de ativos estrangeiros.

Na prática, esses investimentos envolvem alguns pontos importantes para você, enquanto residente do Brasil: 

  • Exposição ao câmbio (o retorno também varia conforme a moeda estrangeira);
  • Regras específicas de tributação; 
  • Custos de remessa; 
  • Corretagem. 

Além disso, há a necessidade de acompanhar normas fiscais e declarações no Imposto de Renda. Ainda assim, a empreitada pode valer muito a pena, afinal, em compensação, permite maior diversificação geográfica, setorial e cambial — para você, significa ampliar as possibilidades de retorno e aumentar a proteção do seu patrimônio ao longo do tempo.

Quais são os tipos de investimentos internacionais?

Com uma conta em uma corretora internacional, você pode investir em stocks e REITs, além de ETFs listados nos Estados Unidos

Abaixo explicamos cada uma delas:

Stocks

Assim como os BDRs são certificados que representam ações ou frações delas, quando você possui uma conta em corretora internacional, é possível investir em ações internacionais diretamente – os chamados stocks.

Não há segredo aqui: os stocks funcionam da mesma forma que as ações negociadas na B3, com a única diferença de serem listados em bolsas de valores internacionais.

REITs

Se os stocks correspondem às ações internacionais, os REITs (Real Estate Investment Trusts) são equivalentes a outra classe de ativos: os fundos de investimento imobiliário (FIIs).

Contudo, existem algumas diferenças entre os REITs e os fundos imobiliários brasileiros, como a possibilidade de alavancagem (contrair dívida).

Porém, como regra geral, eles são muito semelhantes e são uma ferramenta muito boa para quem quer investir no setor imobiliário internacional — especialmente no setor imobiliário americano, que é o maior do mundo.

ETFs

Para finalizar, um dos mais tradicionais investimentos que você encontrará em corretoras internacionais são os ETFs.

Os ETFs internacionais funcionam exatamente como os brasileiros, sendo apenas listados em bolsas de valores internacionais, como a NASDAQ e a NYSE, as duas mais importantes dos Estados Unidos e do mundo. 

Na prática, eles são fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um índice, setor ou conjunto de ativos. Com eles, você consegue comprar, em uma única cota, uma carteira diversificada de ações, títulos ou outros investimentos, com negociação simples e custos geralmente mais baixos.

Como investir no exterior?

Para começar a investir no exterior, você pode seguir o passo a passo abaixo:

1 – Faça um planejamento

A primeira etapa de um investimento internacional de sucesso é fundamental, mas também não é nada extremamente complexo.

O que você precisa fazer em primeiro lugar é nada mais do que um planejamento financeiro.

  • Quanto dinheiro você pretende investir?
  • Com qual frequência você vai fazer aportes?
  • Por quanto tempo seu dinheiro estará rendendo?
  • Quais são seus objetivos ao investir no exterior? Fazer um MBA internacional? Viajar para os Estados Unidos? 

Essas são algumas das principais perguntas que precisam ser feitas, antes de dar o próximo passo.

Se, por exemplo, seu objetivo ao investir no exterior é viajar para a Europa e quer que a viagem aconteça em dois anos — note que o destino é importante, mas o prazo também —, você precisa:

  • Programar quanto dinheiro precisará ter ao fim do período;
  • Quantos aportes você precisará fazer (e de quanto dinheiro necessitará) ao longo do tempo;
  • Quais classes de ativos você escolherá (se você vai viajar em um prazo curto como dois anos, talvez não seja a melhor opção investir tudo em ações, que oscilam muito).

Mas e se seu objetivo for investir seu patrimônio no exterior sem prazo definido, com a finalidade de se proteger do risco-Brasil? É claro que seu planejamento agora será outro.

Nesse caso, seu horizonte de investimentos provavelmente possuirá um prazo maior e, além disso, você poderá ter mais liberdade para escolher diferentes classes de ativos e países para investir.

2 – Abra uma conta em uma corretora internacional

Agora que você já tem seu planejamento completo, o próximo passo será realmente partir para a parte mais operacional: abrir conta em uma corretora.

O processo costuma ser simples e interativo. A instituição irá solicitar alguns documentos e dados pessoais e, em geral, pouco tempo após o envio, seu cadastro estará realizado.

O único adendo é conferir se essa instituição selecionada por você possui credibilidade, já que isso é fundamental.

3 – Escolha um tipo de investimento

A próxima etapa será escolher de fato qual será o tipo de investimento que você escolherá.

E a grande realidade aqui é que esse passo deve ser relativamente simples, uma vez que você tenha seu planejamento feito. Claro, não é fácil escolher os bons ativos e isso exige estudo e preparação consideráveis.

Nesse sentido, hoje em dia é possível escolher profissionais de confiança para fazer a seleção específica de investimentos para você, ficando ao seu cargo apenas executar as operações de compra ou venda.

4 – Envie o dinheiro para sua conta no exterior

Depois de tudo o que você viu — planejamento, abertura de conta em uma corretora e escolha dos melhores investimentos — basta enviar recursos para sua conta no exterior, para então aplicar de fato o seu patrimônio.

Simples assim. Agora você já está investindo globalmente!

Quanto custa investir fora do Brasil?

Investir fora do Brasil tem custos específicos a depender da corretora utilizada. No caso da Avenue, eles são bastante claros e acessíveis para investidores brasileiros. Em linhas gerais, os gastos se concentram em câmbio, corretagem e eventuais taxas operacionais, sem cobrança de custódia ou mensalidade fixa.

Para começar, a abertura e manutenção da conta na Avenue são gratuitas. A corretora também não cobra taxa de custódia mensal ou anual — uma boa notícia para quem quer reduzir custos investindo a longo prazo.

Na hora de investir, o principal custo recorrente é a corretagem, cobrada por ordem de compra ou venda de ações e ETFs. E mais: a corretora oferece planos que podem zerar parte das corretagens mensais, dependendo do perfil em questão.

Para conhecer todos os valores atualizados de spread, depósitos e retirada, você pode dar uma olhada na página de custos da Avenue

Qual a melhor corretora para se investir no exterior?

A melhor opção depende do seu perfil, dos ativos que você quer comprar, do seu volume de recursos e de quanta complexidade você deseja lidar. Então, ao avaliar corretoras, vale observar, por exemplo:

  • Taxas e custos totais (corretagem, spread cambial e taxas de manutenção);
  • Facilidade de uso e suporte em português;
  • Amplitude de mercados e ativos disponíveis;
  • Suporte fiscal e relatórios para declaração de Imposto de Renda;
  • Níveis mínimos de investimento e requisitos de conta.

Entre as opções mais comentadas e utilizadas por brasileiros que querem investir fora do Brasil estão plataformas com foco em diferentes perfis — desde iniciantes até investidores mais experientes. Dentre elas, uma das mais populares é a Avenue.

Avenue é referência no mercado de investimentos internacionais no Brasil. A plataforma foi a primeira criada para investidores brasileiros que desejam proteger o seu patrimônio e evoluir sua vida financeira em dólar. Foi fundada em 2018 e desde 2022 é uma empresa Itaú.

O portfólio da Avenue oferece ativos de renda fixa e renda variável, entre eles:

  • Bonds;
  • CDs;
  • Tesouro;
  • Ações;
  • REITs;
  • ADRs;
  • ETFs;
  • UCITS ETFs (ETFs Irlandeses);
  • Opções;
  • Fundos Internacionais de gestoras renomadas. 

É a plataforma mais completa para você dolarizar o seu patrimônio e explorar todo o potencial do mercado americano com o suporte de especialistas.

Além de diversificar os investimentos em dólar, os clientes Avenue contam com uma conta corrente americana completa para sua vida global – para usar em viagens, compras e assinaturas.

E as vantagens ainda não acabaram. Por lá, você ainda encontra:

  • Facilidade de abertura de conta, sem exigência de saldo mínimo elevado;
  • Ausência de taxa de custódia ou mensalidade obrigatória, o que reduz o custo de manter investimentos lá fora;
  • Relatórios completos para declaração de Imposto de Renda;
  • Auxílio sucessório;
  • Portfólio completo para atender diferentes perfis de investidor;
  • Possibilidade de obter um cartão global, aceito em mais de 180 países;
  • Curadoria exclusiva, a depender do seu plano, para te ajudar com seu planejamento patrimonial e sucessório.

Além disso, a Avenue conta com planos de corretagem que podem incluir ordens mensais sem custo, ideal para simplificar as operações de compra e venda de ativos 

Quais são as vantagens e desvantagens de investir no exterior?

Investir no exterior traz vantagens e desvantagens importantes, que devem ser consideradas no seu planejamento. Explicamos a seguir os pontos positivos e negativos dessa estratégia.

Vantagens de investir no exterior

Investindo no exterior, você aproveita estas vantagens:

  • Diversificação: a estratégia amplia a diversificação da carteira ao incluir não só diferentes ativos e classes, mas também diferentes países. Isso reduz a dependência de um único mercado e torna o portfólio mais equilibrado e resiliente;
  • Redução de risco: ao distribuir os investimentos entre vários países, você diminui o impacto de crises políticas, econômicas ou institucionais locais. Assim, problemas concentrados em um país tendem a afetar menos o patrimônio total;
  • Exposição à economia mundial: o investimento internacional permite acesso direto às maiores empresas e economias do mundo. Na prática, você passa a participar dos lucros da economia mundial;
  • Potencial de retorno: você amplia o acesso a mercados historicamente mais dinâmicos e inovadores, o que aumenta as chances de capturar oportunidades de crescimento que não existem ou são limitadas no mercado local;
  • Variedade de ativos: o mercado brasileiro representa apenas uma pequena parcela do mercado financeiro global. Então, investir no exterior abre um leque muito maior de ativos, setores, estratégias e instrumentos financeiros disponíveis para compor a sua carteira.

Desvantagens de investir no exterior

Agora, em relação aos pontos negativos dessa forma de investir, temos:

  • Risco cambial: os retornos de investimentos no exterior variam também conforme a oscilação da moeda estrangeira frente ao real. Se o real se valorizar, os ganhos podem ser reduzidos, mesmo que o ativo tenha tido bom desempenho no exterior;
  • Riscos sistemáticos e políticos: mudanças políticas, crises econômicas e decisões de política monetária podem afetar mercados inteiros. Embora economias desenvolvidas tendem a ser mais estáveis, nenhum país está totalmente imune a esse tipo de risco;
  • Risco de crédito: existe a possibilidade de o emissor de um título não honrar seus compromissos financeiros. Esse risco pode ser avaliado por meio de ratings de crédito, mas nunca é totalmente eliminado;
  • Riscos específicos: cada tipo de investimento possui riscos próprios, ligados ao ativo, ao setor ou à estratégia adotada. Por isso, o mais indicado é analisar as características de cada produto antes de investir, e não se basear apenas no fator cambial.

Quais cuidados são necessários antes de começar a investir no exterior?

Antes de começar a investir no exterior, tomar estes cuidados abaixo vão te ajudar a evitar erros e alinhar esse tipo de investimento à sua realidade financeira:

  • Entender seu objetivo: investir fora faz mais sentido no médio e longo prazo, como estratégia de diversificação;
  • Conhecer os custos envolvidos: câmbio, corretagem, impostos e eventuais taxas operacionais impactam o seu resultado final, então cheque tudo com atenção;
  • Compreender o risco cambial: a variação da moeda pode ajudar ou atrapalhar os retornos no curto prazo;
  • Estudar os ativos disponíveis: ações, ETFs, renda fixa e fundos têm riscos e comportamentos diferentes. Prefira fazer sempre escolhas bem informadas;
  • Organizar a parte tributária: investimentos no exterior exigem atenção extra na declaração do Imposto de Renda, então, busque entender o passo a passo correto para não ficar com a declaração pendente;
  • Escolher uma corretora confiável: facilidade de uso, suporte em português e transparência nos custos fazem diferença na sua experiência.

Fica a dica: a Avenue pode ser uma boa porta de entrada para seus investimentos em terras estrangeiras. Afinal, a corretora foi pensada justamente para simplificar o acesso ao mercado internacional, com plataforma em português, integração de câmbio, relatórios fiscais e custos claros — tudo para você focar no que realmente importa: construir uma carteira global com mais segurança e eficiência.

É possível investir no exterior com pouco dinheiro?

Sim, é totalmente possível investir no exterior mesmo com pouco dinheiro, especialmente hoje em dia. 

Com corretoras voltadas ao investidor brasileiro, como a Avenue, o acesso aos mercados internacionais deixou de ser algo restrito a grandes patrimônios e passou a fazer parte da realidade de quem investe aos poucos.

Na prática, isso tudo é possível porque é possível comprar ações e ETFs fracionados, ou seja, investir valores menores sem precisar adquirir uma ação inteira. Além disso, a plataforma permite que você controle o câmbio, acompanhe os custos e monte uma carteira internacional de forma gradual, de acordo com seu próprio orçamento.

Qual o valor mínimo para investir no exterior?

Não existe um valor mínimo oficial para começar a investir no exterior — isso é algo que muda de corretora para corretora.

Na Avenue, por exemplo, a abertura e manutenção da conta são gratuitas. Então, fica a seu critério decidir quanto enviar.

Esse valor inicial costuma ser definido pelos custos operacionais, como câmbio, IOF e corretagem. Ainda assim, é possível começar com valores relativamente baixos e aumentar os aportes ao longo do tempo, se essa for a sua estratégia. 

Ou seja, o investimento internacional é acessível e viável mesmo para quem está dando os primeiros passos e quer diversificar sem comprometer o orçamento.

Qual é o melhor país para investir no exterior?

Não existe um único país que seja objetivamente o melhor para investir no exterior porque essa escolha depende do perfil de cada pessoa investidora, dos objetivos financeiros, do prazo e do nível de risco desejado. 

Alguns países oferecem mais estabilidade, outros mais potencial de crescimento, logo, o ideal costuma ser combinar diferentes economias dentro de uma estratégia bem definida.

Dito isso, os Estados Unidos costumam ser o principal ponto de entrada para investidores brasileiros. E não é de se espantar: o país concentra as maiores empresas do mundo, possui o mercado financeiro mais profundo e líquido, ampla variedade de ativos (ações, ETFs, renda fixa, REITs etc.) e regras claras de funcionamento. Não menos importante, o dólar é uma das moedas mais fortes e utilizadas globalmente, o que definitivamente adiciona um componente de proteção cambial no longo prazo.

Ainda assim, fica o lembrete: o mais importante não é escolher “o melhor país”, mas entender quais deles atendem às suas necessidades e evitar a concentração em apenas um mercado

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Investir no exterior é mais fácil do que imagina quando você conta com uma corretora confiável. Na Avenue, o processo é rápido, 100% online e sem nenhum custo. Bora diversificar o patrimônio para além das fronteiras brasileiras?

Bacharel em Jornalismo e pós-graduado em Linguagem, Cultura e Mídia pela Unesp. É colaborador da Upside Newsletter e do Investimentos.com.br
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